Baile da Pinhata no Centro Artístico Albicastrense

In centroartisticoalbicastrense.blogspot.com

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O Centro Artístico Albicastrense (CAA) promove, uma vez mais, no próximo dia 20 de Março, o tradicional Baile da Pinhata.

Com início marcado para as 22 horas, o famoso Baile da Pinhata do CAA contará com a participação do músico Manuel Emídio. Durante o baile, os amantes do pé de dança, encontrarão no bar do CAA os também tradicionais pratos gastronómicos que desde sempre caracterizaram a colectividade centenária - caldo verde, bacalhau assado e dobrada.

Tradicionalmente, o Baile da Pinhata era o único baile permitido durante o período da Quaresma. No CAA sempre foi um baile muito concorrido e considerado um dos melhores do ano, em Castelo Branco. Era também um evento a que ninguém ficava indiferente. Como a religião sempre foi vivida com muito fervor pelas gentes destas terras muitas pessoas estavam contra a sua realização, dado ser já no período da Quaresma, quando as pessoas não deviam ter grandes manifestações de alegria, principalmente dançar.

Por outro lado, custava muito aos foliões e amantes de bailes o final do Carnaval. Procurava-se a todo o custo prolongar esse período, evitando entrar logo no período de abstinência que se ia seguir até à Páscoa.

Assim, no primeiro domingo da Quaresma, ou a meio deste período religioso, faziam-se nas sociedades recreativas, nomeadamente, no CAA, os bailes da pinhata, bailes muito concorridos porque eram os únicos que se realizavam durante um período de 40 dias reservado para a reflexão, a conversão espiritual.

Esta parece ser, também, uma tradição que se constituiu por influência de Espanha e é o nome que tem o baile de máscaras que, no reino vizinho, costumava ter lugar no primeiro domingo de Quaresma.

O Baile da Pinhata constitui, igualmente, uma brincadeira em que se coloca no centro do salão e suspenso do tecto, um objecto construído em forma de pinha, onde é fixada uma infinidade de fitas de seda, das quais apenas uma permite a abertura da pinha. Dança-se à volta da mesma retirando gradualmente uma fita até a pinha abrir e o par que a abrir recebe um prémio. Brincadeiras de outrora que a nova direcção do CAA quer reavivar.

Categoria(s): Região

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