Nov 20, 2009
Castelo Branco perde 800 trabalhadores nos sectores do têxtil e do vestuário

Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa
Os sectores têxtil e do vestuário, no distrito de Castelo Branco, perderam 800 trabalhadores desde Outubro de 2008, engrossando o número de desempregados que ultrapassa já os 10 mil no distrito albicastrense.
De acordo com a notícia avançada pelo “Jornal de Notícias”, “entre 56 a 60 por cento do total do distrito não recebem subsídio de desemprego”, salientou Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) em conferência de imprensa.
Como solução, o sindicalista defendeu “intervenções do Governo em empresas capazes”, em vez de “dar mais apoios sociais”. Um tema que o STBB pretende discutir com o ministro da Economia, ao qual já solicitou uma audiência.
“A resposta aos problemas que colocamos não é exclusivamente de carácter social. Até serve de “populismo bacoco”: perante as dificuldades tomam-se medidas sociais. É certo que servem para acudir a situações de emergência, mas não resolvem problemas de fundo, que são as medidas de política económica”, sublinhou.
Segundo Luís Garra, as confecções Carveste, Vesticon, Mateus & Mendes, Proudmoments e Avri, são algumas das que atravessam situações difíceis mas que têm condições e mão-de-obra qualificada para um futuro seguro.
O sindicalista defende que o Governo deve orientar uma rede de contactos para que as empresas tenham boas carteiras de encomendas e intervir caso a caso, “como já aconteceu no tempo do engenheiro Guterres” - nuns casos “com apoio financeiro, noutros reorientação da gestão, ou noutros ainda com consolidação de dívidas”.
“O importante é que associada às intervenções haja a nomeação pelo Estado de gestores que controlem a aplicação dessas ajudas”, sublinhou. Luís Garra tem esperança que o novo ciclo governativo abra portas a soluções. “É um governo de maioria relativa e o Ministério da Economia tem poderes mais amplos”, conclui Luís Garra.

