Jun 26, 2009
Edifício da PT em Castelo Branco continua com falhas graves por resolver

Decorridas mais de duas semanas do regresso dos colaboradores ao edifício sede da PT, situado na Rua Postiguinho de Valadares, em Castelo Branco, a situação vivida pelos trabalhadores após a mudança do Nercab para a sede da empresa continua a preocupar o Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (SINDELTECO).
Num comunicado enviado à redacção do “Povo da Beira”, os sindicalistas referem que numa nova visita efectuada ao edifício sede da PT em Castelo Branco, no passado dia 17 de Junho, constatou que “todas as falhas apontadas, além de se manterem ainda se agravaram”.
Segundo dizem, “os elevadores, já com avaria detectada, pararam completamente, os sistemas de ventilação continuam sem funcionar, gerando consequentemente, situações de mau estar face às deficientes condições de trabalho”.
Por outro lado, os sindicalistas sublinham ainda a “inoperância” do sistema de ventilação, uma situação que segundo referem os sindicalistas “pode também ter consequências graves sobre todo o equipamento tecnológico, altamente sensivel, acomodado no edifício” e que “poderá afectar as comunicações ao nível do distrito de Castelo Branco”.
É que, segundo refere o SINDELTECO, o equipamento em causa “exige condições de temperatura e humidade especiais, reguladas por padrões e normas de segurança internacionais, que de acordo com informação recolhida não estão a ser acauteladas”.
“Segundo apurámos, os únicos sistemas de ventilação a funcionar são os antigos, em número manifestamente insuficiente, pois não foram dimensionados para enquadrar toda a série de novos equipamentos que têm vindo a ser instalados no âmbito das redes que suportam o Meo e o MEO Fibra”, sublinham.
O documento recorda também que as janelaas do edifício continuam sem persianas, as garagens inacabadas e diz que foram detectadas no exterior a ausência de quaisquer canais de drenagem junto à entrada principal, onde as águas provenientes da limpeza ficarão a ser escoadas “ao sabor do tempo”.
O SINDELTECO denúncia ainda outra situação que considera de “risco público grave”. É que segundo dizem os sindicalistas, existe na parte lateral direita da entrada principal do edifício “um enorme buraco com vários metros de profundidade, com água e coberto apenas com simples tábuas”.
Face a tudo isto, o SINDELTECO reafirma que a “mudança para um edifício ainda em obras e com várias deficiências se revelou, pela consistência dos factos, uma mudança precipitada, imprudente e não convenientemente pleneada”.
Os sindicaliatas reuniram, recenetemente, com responsáveis da PT que “reconheceramo estado caótico em que a obra foi entregue e comprometeram-se a corrigir os problemas”. Contudo, o SINDELTECO sublinha que irá continuar a acompanhar a situação e irá manter os colaboradores informados sobre o evoluir da situação.

