Docente da ESART coordena novo livro de Joan Costa

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A Dinalivro Edições acaba de publicar o livro “Design para os Olhos”, segundo volume da colecção “Design, Comunicação e Publicidade” coordenada por Daniel Raposo, docente da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART), e pelo designer Joan Costa, autor da obra agora editada.

Este livro fomenta uma visão integrada da comunicação empresarial, dedicando os seus capítulos às temáticas relacionadas com as marcas.

Daniel Raposo, que assina o texto de abertura deste novo livro, refere que “a obra possui conteúdos altamente didácticos, educativos e essenciais para qualquer profissional do design de comunicação, artes plásticas, história da cultura, directores de arte, artes gráficas, tipografia, publicidade, ilustração, grafismo de identidade, comunicação, relações públicas, marketing. Pelas mesmas razões, a obra interessa especialmente instituições de ensino em design, a professores e estudantes destas disciplinas, assim como instituições culturais e bibliotecas públicas” sublinha.

De referir que em 2010, Daniel Raposo e Joan Costa publicaram em co-autoria o livro “A Rebelião dos Signos. A Alma da Letra”, o primeiro livro da colecção “Design, Comunicação e Publicidade”.

O docente da ESART é, igualmente, o responsável pelo projecto gráfico da colecção “Design, Comunicação e Publicidade”.

O novo livro já está nas principais livrarias portuguesas e brasileiras a um custo de 19 euros.

Centro Cultural Raiano recebe exposição sobre memórias mineiras

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Está patente no Centro Cultural Raiano, até 31 de Dezembro, a exposição Quando a gente andava ao “menério” dedicada às memórias mineiras do concelho de Idanha-a-Nova.

A exploração mineira está bem patente por todo o território do Geopark Naturtejo e concretamente o concelho de Idanha-a-Nova está conotado com a extracção de minérios, como ouro, prata, estanho, volfrâmio, chumbo, zinco, fósforo e barite.

A comprová-lo estão os inúmeros vestígios arqueológicos ligados à exploração dos recursos minerais disseminados por este amplo território raiano. Já na proto-história a extracção de minérios nesta área era já uma realidade evidente.

Os romanos tiveram um papel preponderante, principalmente em relação à extracção aurífera de ouro. Dos seus importantes legados relacionados com a extracção de ouro, destacam-se os vestígios arqueológicos de Termas de Monfortinho e de Rosmaninhal.

Posteriormente, ao longo dos séculos, a exploração mineira conheceu períodos de inconstantes intermitências, ressurgindo de modo progressivo só na segunda metade do século XIX.

Precisamente em 1859, o geólogo Carlos Ribeiro, publica o primeiro estudo sobre as minas de chumbo de Segura e de S. Miguel de Acha. Reforça-se pela via deste estudo, embora com os devidos condicionalismos, a confirmação de um território geologicamente apto para a extracção de minérios a uma escala industrial. Em 1911 até 1913, foi implementada a extracção de chumbo em Salvaterra do Extremo, fruto das necessidades prementes relacionadas com a Primeira Guerra Mundial.

Outros trabalhos de prospecção se sucederam, sendo posteriormente implantada em 1938/39, em plena II Guerra Mundial (1939-1945), duas empresas em Segura, a Empresa Mineira de Segura e a Empresa Portuguesa de Estanhos Lda; em S. Miguel de Acha a exploração de chumbo continuou embora de forma intermitente. Sobre esta mesma realidade mineira que o concelho apresenta, os números da Direcção Geral de Minas referem que, entre 1836 e 1969, foram atribuídas 59 concessões mineiras a este território aqui em análise.

A exposição centra-se na exploração mineira de Segura, passando pela importante Empresa Mineira de Segura, um grande número de concessões e oficinas de preparação e tratamento de minério. Com “Febre do volfrâmio” na 2ª guerra mundial, o aumento da procura e do preço do volfrâmio nos mercados internacionais fizeram despoletar um sem número de explorações informais, assim como uma panóplia de ilegalidades associadas, como contrabando, espionagem, falsificações, desvios, entre outras. Recorde-se que as Minas de Segura são um dos 16 geomonumentos do Geopark Naturtejo, reconhecidos pelas Redes Europeia e Global de Geoparques, sob o auspício da UNESCO.

A exposição é fruto de um amplo projecto de trabalho interdisciplinar, iniciado de forma contínua a partir de 2009, tratando-se de um projecto onde o “filão” é agora a memória e as paisagens que por esta via se assumem como eixos centrais de trabalho.

Inicia-se assim a viagem aos tempos do menério tendo como pano de fundo uma das freguesias com um proeminente passado mineiro - Segura.

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