Jan 18, 2011 0
Clube Desportivo de Alcains tem 120 jovens em formação

O Clube Desportivo de Alcains (CDA) está a fazer uma grande aposta ao nível das camadas de formação.
Apesar de todas as dificuldades com que se debate, esta época o CDA apostou forte na formação e conta presentemente com cerca de 120 atletas nas suas fileiras nas classes de Benjamins, Traqu inas, Infantis A e B, Iniciados e Juvenis.
Jorge Galante, vice-presidente para Área da Formação do CDA, lamenta o facto de os apoios para a formação não serem suficientes. Contudo, sublinha o facto das duas dezenas de pessoas ligadas à formação do clube alcainense estarem ali a “custo zero” e por “carolice”.
O responsável directivo do CDA diz também que para não se deixar morrer o clube a carolice impera mas exige muito esforço por parte de todos os envolvidos.
Em termos de apoios, Jorge Galante refere ao “Povo da Beira” que os patrocínios “não dão qualquer tipo de verbas. O único apoio que temos é da Junta de Freguesia de Alcains e da Câmara Municipal de Castelo Branco”, nomeadamente, a nível de logística.
Jorge Galante realça ainda o apoios que os pais dos atletas vão dando. No entanto, sublinha que em termos financeiros não conseguem angariar o suficiente para ter uma época descansada. Refira-se que por época, o CDA necessita de seis a oito mil euros para a formação. Porém, segundo o dirigente do CDA esse valor nunca foi conseguido, facto que obriga a um grande esforço de todos, pois o CDA chega a ter quatro equipas ao mesmo tempo a jogar fora de casa.
O recurso ás próprias viaturas de dirigentes e pais dos atletas é quase uma “obrigação”. Isto apesar de a Junta de Freguesia de Alcains ir apoiando o clube com a cedência de transporte.
Jorge Galante mostra-se orgulhoso do trabalho que está a ser desenvolvido e que não fica a dever nada á formação realizada pelos clubes de castelo branco.
Aliás, para se ter uma ideia da dimensão da formação ministrada no CDA, actualmente os 120 atletas representam uma dezena de freguesias do concelho de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Penamacor, concretamente das freguesias de Escalos de Cima, Escalos de Baixo, Lardosa, Alcains, Póvoa de Rio de Moinhos, Tinalhas e Caféde. Depois existem ainda atletas oriundos de Idanha-a-Nova e de Penamacor.
Mas, o “calcanhar de Aquiles” prende-se com a ausência de um campo sintético para a formação. Jorge Galante diz que em termos das restantes infraestruturas desportivas, o CDA está bem dotado.
Mas, apesar de ainda não existir um sintético, a esperança é a última coisa a morrer. No entanto, esta seria sem margem de dúvidas uma mais-valia para o CDA, não só para os atletas que forma, como também ao nível da rentabilização daquele espaço, o que iria permitir a angariação de fundos preciosos para a colectividade.
Jorge Galante mostra-se orgulhoso pelo trabalho que está a ser desenvolvido na formação e diz que esta é extremamente importante para manter as crianças e jovens ocupados e “tirá-los da rua”.
Refira-se que só nos Benjamins e Traquinas, o CDA conta com 40 atletas esta época.



