Jul 13, 2011 0
Fundador do blogue “Clube dos Pensadores” apresenta livro em Castelo Branco

In clubedospensadores.blogspot.com
Joaquim Jorge, o fundador do conceituado blogue “Clube dos Pensadores” vai estar em Castelo Branco no próximo dia 22 de Julho, para apresentar o seu livro “Blogue Clube dos Pensadores”.
A iniciativa decorre na esplanada do Domvs Bar, pelas 21h30, e terá como moderador António Carmona, um jovem engenheiro civil albicastrense e militante do PSD.
Este segundo livro de Joaquim Jorge é uma crónica do primeiro ano de legislatura do Governo liderado por José Sócrates no seu segundo mandato já sem maioria absoluta, onde é reflectido tudo aquilo que se passou entre Setembro de 2009 e Julho de 2010.
O livro é uma complicação de posts publicados no blogue “Clube dos Pensadores” de expressão maioritariamente política.
Recorde-se que o blogue foi fundado por Joaquim Jorge, biólogo de profissão, em 2006 sendo uma extensão de “O Clube dos Pensadores”, um espaço de reflexão e de debate político que contou com várias personalidades do espectro político nacional ao longo dos anos, nomeadamente, Pedro Passos Coelho, Manuel Maria Carrilho, Alberto João Jardim, Manuel Alegre, Pedro Santana Lopes, António José Seguro, Carvalho da Silva, entre outros.
Numa entrevista publicada no “Clube dos Pensadores”, Joaquim Jorge considera-se “uma pessoa inconformada” e que “detesta injustiças”.
Diz que o Clube é uma “nova forma de activismo cívico” e sublinha que procura “aproximar a política dos cidadãos e os cidadãos da política”.
Sem “papas na língua”, este biólogo nascido em Matosinhos, diz que é preciso uma “revolução de mentalidade e de postura, de ser e de estar” e em relação à corrupção, considera o País “moralmente corrupto e mal frequentado”.
Diz que os jornalistas deviam ser “os guardiões da verdade” mas diz que “nem sempre o são, por causa do poder económico”.
Por outro lado, considera-os influenciáveis “porque são precários, não fazem o que querem, fazem o que lhes mandam”.
Em relação a fazer um livro, Joaquim Jorge refere que isso hoje em dia é uma “banalidade” e acrescenta mesmo que actualmente “há mais gente a fazer livros do que a lê-los”.
Sobre este segundo livro diz que foi uma forma de registar aquilo que faz mas também como forma de chegar às pessoas por outro meio.
Como finalidade, quer combater a abulia e a indiferença, lutar contra a rígida ortodoxia partidária e evitar seguir uma estratégia duramente partidária. Isto porque - sublinha - as habituais fixações partidárias impedem o descobrimento de novos meios e ideias.
Joaquim Jorge refere que a política não pode ser sempre “um caminho decepcionante” e acrescenta que a ideologia política “é o momento e não se deve ser uma mescla de ignorância e arrogância”.
Considera que a melhor forma de incutir confiança e respeito é seguir a máxima do “exemplo do nosso poder tem que ser igualado pelo poder do nosso exemplo”.
E citando Michel Maffesoli, Joaquim Jorge diz que “o político é o contrário do que é a democracia; agora são uns poucos, uma aristocracia, quem governa” e sublinha que esta saturação e insurgência para com os partidos e políticos “além de levar à indiferença pode levar à ruptura do sistema”.



