União dos Sindicatos de Castelo Branco apela à luta contra as portagens na A23

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A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) promoveu, no passado dia 20 de Janeiro, uma acção contra a introdução de portagens na A23, na A24 e na A25.

Luís Garra apelou à mobilização contra a introdução das portagens nestas SCUT e disse mesmo que a acontecer esta acção do Governo será um “roubo”.

O apelo à mobilização da população continuou com a distribuição de folhetos em Castelo Branco, onde algumas dezenas de pessoas se concentraram nas proximidades do Governo Civil.

Para a USCB a colocação de portagens nestas três auto-estradas “seria mais um duro golpe ao Interior do País, onde se incluí o distrito de Castelo Branco, com gravíssimas consequências para o emprego, para toda a actividade económica e social e para a vida das populações e de inúmeras empresas”.

O coordenador da USCB alertou ainda durante a acção desenvolvida na cidade albicastrense que as portagens “só nos trarão mais assimetrias regionais, mais despovoamento do Interior e mais intensificação da desertificação” e, consequentemente, representará “o fim de muitas empresas, menos actividade económica e mais desemprego”.

Por outro lado, Luís garra não tem dúvidas em referir que toda esta situação resulta “dos acordos entre o Governo e o PSD, com a bênção de Cavaco Silva”.

E para se ter uma ideia das consequências da colocação de portagens na A23, A24 e A25 fazendo uso do preço que o Governo aplicou a outras auto-estradas, foi feita uma tabela com alguns exemplos de quanto os condutores passarão a pagar ao circular em qualquer daquelas três auto-estradas.

Assim, numa viagem entre a Guarda/Covilhã, um veículo ligeiro de passageiros (Classe 1) irá pagar 4,25 euros, subindo para 8,50 euros se se tratar de um veículo de Classe 2. Caso se trate de um veículo pesado de quatro ou mais eixos, esse valor passa para 11,20 euros.

Caso a viagem seja entre a Guarda e castelo Branco, a Classe 1 fica em 7,70 euros, a Classe 2 em 15,40 euros e os pesados de quatro ou mais eixos 20,20 euros.

Já para uma viagem entre a Covilhã e castelo Branco, a Classe 1 pagará qualquer coisa como 4,50 euros, Classe 2 paga 9,00 euros e pesados com quatro ou mais eixos 11,80 euros.

Numa mera viagem entre Fundão e Castelo Branco, um condutor com um veículo da Classe 1 paga 3,30 euros, se for da Classe 2 irá pagar 6,60 euros e para um pesado de quatro ou mais eixos pagará 8,60 euros.

Por último, uma viagem entre Torres Novas e a Guarda custará 16,70 euros a um veículo da Classe 1, 33,40 euros caso se trate de um veículo da Classe 2 e 43,70 euros se se tratar de um pesado com quatro ou mais eixos.

Face a isto, Luís Garra diz que os “beirões não podem ficar quietos” e acrescenta que “não podemos deixar fechar o Interior”, apelando a que todos reajam e lutem.

Instituto Politécnico de Castelo Branco recebe certificado de conformidade de Qualidade

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O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) recebeu no dia 24 de Janeiro, o certificado de conformidade do seu Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2008.

A entrega do documento de certificação ao IPCB decorreu durante uma cerimónia oficial que contou com a presença de um representante da APCER - Associação Portuguesa de Certificação, organismo líder do mercado da certificação em Portugal há mais de uma década.

Carlos Maia, Presidente do IPCB, abriu a cerimónia referindo que “o momento é de dupla satisfação: pelo trabalho realizado pela instituição, que permitiu que fosse alcançado mais um importante objectivo estratégico no âmbito do QUAR- Quadro de Avaliação e Responsabilização, e pelo reconhecimento, por parte de uma entidade externa competente, das boas práticas utilizadas no IPCB”.

O Presidente do IPCB adiantou ainda que “o trabalho pela melhoria da Qualidade na instituição não acaba aqui. Para além da manutenção e melhoria contínua do Sistema de Gestão da Qualidade, o IPCB assume ainda o desafio de alargar, até ao final de 2011, o âmbito da certificação aos restantes processos, designadamente, processo formativo, processo de prestação de serviços e processo de investigação”.

Já António Fernandes, coordenador da equipa da Qualidade do IPCB, a par de Nuno Caseiro, referiu que a entrega do certificado é o “reconhecimento formal de que o SGQ do IPCB, se encontra estruturado e em conformidade com os padrões internacionais, comprovando-se o cumprimento de exigentes requisitos de qualidade nas actividades do domínio da certificação: realização dos processos de gestão, de avaliação e melhoria e dos serviços de recursos humanos, académicos e de acção social, e órgãos e serviços de apoio à gestão”.

António Fernandes lembrou que o SGQ “foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos”, tendo-se começado “por um diagnóstico da organização e por uma análise de exclusões à norma ISO 9001.

No seguimento, a Equipa Coordenadora da Qualidade (ECQ) avançou para a concepção do SGQ, com a definição da política da qualidade pela gestão de topo e elaboração de um primeiro esboço do Manual da Gestão.

Dando cumprimento ao primeiro requisito geral da norma, a ECQ prosseguiu na identificação dos processos necessários ao SGQ e sua aplicação na organização, tendo definido cinco processos: Processo de Gestão; Processo Académico; Processo RH; Processo Acção Social; Processo Avaliação e Melhoria. e definimos o procedimento de gestão de cada um.

O coordenador da Qualidade adiantou ainda que “simultaneamente foi levado a cabo um enorme trabalho de uniformização de procedimentos de trabalho, instruções de trabalho, modelos, numa tentativa de uniformizar ao máximo toda a documentação do SGQ, entre os Serviços Centrais, Unidades Orgânicas e Residências de Estudantes. Adicionalmente foram definidos três Procedimentos de Gestão relativos a controlo dos documentos e registos, realização de auditorias internas e controlo de serviço não conforme”.

“Concebido o sistema, foram aprovados e distribuídos os documentos do SGQ. O processo de implementação foi assim avançando com a elaboração de novos documentos e revisão de outros. Posteriormente foram realizadas auditorias internas para verificarmos o estado de implementação do SGQ. Foram realizadas 9 auditorias internas e auditámos os Serviços Centrais, todas as Escolas e todas as Residências de Estudantes. A auditoria externa de concessão foi finalmente realizada a 22 de Novembro (1ª fase), e a 6 e 7 de Dezembro (2ª fase) “, concluiu António Fernandes.

De referir que o SGQ é considerado um instrumento/ferramenta que serve a organização e que tem como objectivo melhorar a eficácia e eficiência dos processos em geral e, das actividades em particular.

Antes de entregar os certificados aos directores das seis Escolas do IPCB e à administradora dos SAS, o representante da APCER, Hélder Estradas, destacou a importância da certificação afirmando que “é um valor acrescentado e uma vantagem competitiva do IPCB” no mercado do Ensino Superior.

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