Jan 24, 2011 0
Castelo Branco registou 30 insolvências declaradas em 2010

Foto Arquivo
O distrito de Castelo Branco registou em 2010 um total de 30 insolvências declaradas quando no ano anterior tinha registado 24.
No ano passado foram ainda apresentadas 26 acções de insolvência (em 2009 tinham sido 27) e foram requeridas 12 (2009 tinham sido 26).
Estes dados fazem parte do Estudo Anual de Insolvências, Constituições e Créditos Vencidos - Portugal 2010 realizado em pela Coface.
Por outro lado, no que diz respeito às Constituições de empresas no distrito de Castelo Branco, o estudo demonstra que em 2010 houve uma desaceleração, registando-se apenas 1,3 por cento de novas constituições de empresas quando essa percentagem em 2009 foi de 1,6 por cento.
Quanto aos sectores que manifestam maiores riscos de insolvência e ou incumprimento, a construção continua a liderar com um peso maioritário no total de insolvências de 19,1 por cento (com predominância da construção de edifÃcios) e no total de empresas de 13 por cento, tendo no segmento da engenharia civil a maior taxa de incidência (2,7 por cento).
Segue-se o comércio por grosso, com um peso total de insolvências de 14,6 por cento, o comércio a retalho com um peso total de acções de 12,7 por cento e a fileira moda (inclui têxtil, vestuário, couro e calçado), com um peso total de 12,4 por cento.
Pela positiva, o estudo da Coface refere que os sectores de lazer e cultura, com destaque para o alojamento (turismo) registou apenas uma taxa de insolvência de 0,6 por cento e o sector alimentar continuou a resistir à crise em toda a sua cadeia de valor desde a agricultura (taxa de incidência de 0,3 por cento), até à distribuição de predominância alimentar nas grandes superfÃcies (taxa de 0 por cento), passando pelas indústrias da alimentação (com uma taxa de incidência de 1 por cento) e bebidas (taxa de 0,5 por cento).
Em termos globais, segundo a Coface, em 2010 verifica-se uma desaceleração nos processos de insolvências relativamente aos anos anteriores: um crescimento de 15,6 por cento comparativamente com 2009, depois de se ter registado um crescimento de 36,2 por cento em 2009, comparativamente com o ano de 2008.
Contudo, o documento refere que este processo de desaceleração torna-se mais notório nas variações homólogas trimestrais: 15,4 por cento no 3º trimestre e 3,5 por cento no 4º trimestre, comparativamente com os mesmos perÃodos em 2009, que registavam um crescimento superior a 3 por cento.
Quanto ao tipo de acções, verificou-se um acréscimo substancial das empresas em que foi declarada insolvência pelo Tribunal (44,3 por cento).
As declarações de insolvência que aguardavam em Tribunal o desenvolvimento dos processos também registaram um ligeiro aumento de 5,7 por cento no caso das declarações que tiveram por origem uma requisição por credores e 0,1 por cento no caso das declarações que tiveram origem numa apresentação pelos representantes da própria empresa.
O plano de insolvência em que os credores aceitaram um projecto de viabilização da empresa também aumentou.
Relativamente às constituições de empresas, segundo a Coface, os sinais voltam a ser positivos, com o registo de um ligeiro aumento de 0,9 por cento face a 2009.



