Pedro Veiga defender maior diálogo entre pais e filhos sobre utilização da Net


In acessogratis.net

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O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) realizou, no dia 19 de Janeiro, na Escola Secundária Nuno Álvares, em Castelo Branco, uma sessão sobre o “Uso seguro da Internet”, dirigida aos encarregados de educação, professores e alunos.

A sessão foi dirigida por Pedro Veiga, Presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e Presidente do Conselho Geral do IPCB.

Na sessão foram abordados diversos aspectos do uso da Internet de um modo seguro e alguns dos desafios que este novo meio acarreta.

Ligado desde o início dos anos oitenta às questões relacionadas com a internet e à sua introdução em Portugal, Pedro Veiga considera que este meio veio “abrir novas oportunidades e trazer novos modos de comunicação, à escala global, de modo instantâneo e a custos reduzidos. Mas estas novas oportunidades exigem, também, um maior conhecimento das boas práticas de uso da Internet”.

No que diz respeito à sua utilização por parte dos mais novos, o Presidente da FCCN refere que, entre outras práticas, “a internet não deve ser usada pelo jovem no seu quarto, fechado, mas sim num local do lar partilhado por toda a família; os pais devem dialogar frequentemente com os jovens sobre o uso que fazem da internet para tentarem identificar comportamentos potencialmente perigosos, nomeadamente perguntando se têm conhecido pessoas na internet ou que “sites” frequentam; não deixar instalar câmaras de vídeo no computador (embora isso seja cada vez mais difícil porque os computadores já as trazem instaladas); ensinar os filhos a nunca darem informação pessoal pela internet ou a qualquer pessoa que não conheçam, quer na rua, quer pelo telefone; instalar filtros de acesso a “sites” através de programas de controlo parental”.

Já os pais devem ter cuidado com e-mails falsos que lhes são enviados por pessoas que não conhecem e que contém informações falsas, e muitas vezes com os seus anexos que são portadores de vírus; actualizar regularmente os antivírus; ter cuidado ao efectuar “downloads”, entre outros cuidados a ter.

Pedro Veiga é Doutorado em Engenharia Electrotécnica, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Presidente FCCN, desde Abril de 1997. O actual Presidente do Conselho Geral do IPCB é ainda responsável pelo domínio Internet .PT

“Trabalhos de Casa, Para Quê?”, em debate no Agrupamento Cidade de Castelo Branco

Paulo Afonso, docente da ESECB

Paulo Afonso, docente da ESECB

A “conversa com pais”, orientada por Paulo Afonso, docente da Escola Superior de Educação de Castelo Branco (ESECB), juntou na Escola Cidade de Castelo Branco encarregados de educação e professores, num debate que teve como mote a questão “Trabalhos de Casa, Para Quê?”.

Após a  prelecção do docente da ESECB que introduziu o encontro, foram debatidas as vantagens e desvantagens dos trabalhos de casa, numa sessão em que muitos pais quiseram marcar presença, participando activamente com ideias, com a divulgação de experiências vividas com os seus educandos e contributos de vária ordem, que enriqueceram a “conversa”.

Professores e encarregados de educação deixaram bem claro que se demarcam de uma corrente que tem sido ventilada nos últimos anos e que condena veementemente os trabalhos de casa. Todos reconheceram as vantagens dessas tarefas, embora admitam que é necessário haver um equilíbrio para que os alunos possam ter tempo para a vida familiar e para outras actividades que, igualmente, contribuem para o seu crescimento harmonioso.

Na perspectiva dos presentes, os TPC’s, como a gíria estudantil designa os trabalhos de casa, são uma oportunidade de que dispõe a escola e a família para auxiliar o aluno a consolidar e aprofundar conhecimentos, embora partilhem a ideia de que não devem ser “mais do mesmo”, isto é, não se devem limitar à simples repetição daquilo que é feito na sala de aula, o que ao ocorrer, além de não trazer nada de novo ao aluno, pode ser um factor de desmotivação.

Outra das conclusões que saiu deste encontro passa por ver nessas tarefas um momento único para individualizar o ensino, propondo actividades diferenciadas de acordo com as dificuldades e os progressos de cada aluno, estratégia que ajuda a esbater os obstáculos que podem surgir da heterogeneidade de ritmos de aprendizagem dentro da mesma turma.

Estes encontros entre os encarregados de educação, professores e especialistas em diversas áreas, que ocorrem desde Outubro, inserem-se no Projecto +, implementado no Agrupamento desde o ano lectivo de 2008/2009 e ,de acordo com a direcção do agrupamento, surgem da necessidade em «envolver cada vez mais os pais na vida da escola, promovendo momentos de reflexão sobre temáticas que os preocupam, momentos onde possam partilhar experiências e encontrar caminhos que conduzem à construção de um ensino de qualidade».

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