Jan 2, 2011 0
Câmara da Covilhã quer gerir Centro de Limpeza de Neve da Serra da Estrela

A Câmara Municipal da Covilhã está disponível para gerir o Centro de Limpeza de Neve, estrutura criada para cuidar da manutenção das condições de circulação rodoviária no maciço central da Serra da Estrela.
A posição assumida pela autarquia covilhanense prende-se com a realidade sentida pelas populações residentes na área da Serra da Estrela e a imagem de “inoperacionalidade” que fica nos turistas que visitam a região, uma vez que a “falta de resposta ao desbloqueamento das estradas é tal que em muitas mensagens chegadas a este município (Covilhã) por parte de cidadãos e de empresas de turismo, nevar significa de imediato estradas encerradas, num total desrespeito por todos quantos se dirigem à Serra da estrela para usufruir de um dos principais produtos turísticos: a neve e os desportos a ela associados”.
Neste sentido, num comunicado enviado à nossa redacção, a Câmara da Covilhã reitera a sua disponibilidade para gerir aquela estrutura que está sob a alçada das “Estradas de Portugal”, com sede em Almada, e sublinha o facto de que a situação de inoperacionalidade acarreta “prejuízos avultados de natureza económica para a região”.
Contudo, no documento a autarquia covilhanense refere que das “Estradas de Portugal”, até ao momento e apesar da disponibilidade do município para assumir a gestão do Centro de Limpeza de Neve, “nem uma palavra se ouviu” e acrescenta que esta “entidade longínqua, transformada em balcão de pareceres e pouco mais, está muito ocupada com outras estradas e auto-estradas que não as rodovias da Serra da Estrela”.
Mas, o município da Covilhã não poupa também as declarações proferidas pelo Governador Civil da Guarda considerando que este veio manifestar opiniões de defesa “não se sabe muito bem de quê, mas sempre em discordância com a voz representativa do concelho da Covilhã, parecendo falar em nome da cidade da Guarda, mas para a qual lhe falta representatividade de base efectiva”.
Para a autarquia covilhanense, “revela assim o Governador da Guarda a inutilidade do cargo” e acrescenta que revela também a sua ” própria incapacidade para compreender o lugar que ocupa, intrometendo-se onde não é chamado e não percebendo a sua função”.
Mas, apesar daquilo que a Câmara da Covilhã apelida das “diabrites” do Governador Civil da Guarda, “o município covilhanense continuará a insistir na necessidade de por cobro à gestão à distância do Centro de Limpeza de Neve, com as estruturas da Covilhã e a gestão na Guarda”.
Por outro lado, considera que os meios humanos necessários ao bom funcionamento do Centro de Limpeza de Neve, “devem ser alocados em permanência a este centro, e não constantemente desviados para limpeza de auto-estradas que, dentro em breve, serão portajadas”.
Por último, a Câmara da Covilhã apela ao ministro da Administração Interna para que mande lembrar ao Governador Civil da Guarda, as competências, poucas, que a Lei lhe confere, designadamente, as de não se intrometer ou dividir a região quanto aos problemas que urge resolver, percebendo a singeleza das suas funções de mera representação”, conclui.



