Passos Morgado distinguido pelo Presidente da República

Passos Morgado recebeu a distinção das mãos de Aníbal Cavaco Silva

Passos Morgado recebeu a distinção das mãos de Aníbal Cavaco Silva

A Câmara Municipal da Covilhã associa-se à homenagem feita pelo Presidente da República, que agraciou Cândido Passos Morgado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.

A distinção feita pelos diversos cargos ocupados durante a sua carreira académica, bem como pelo apoio na instalação da Universidade da Beira Interior (UBI), foi feita durante a visita à Beira Baixa por parte de Aníbal Cavaco Silva, no âmbito do Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras.

O primeiro reitor da UBI recebeu assim uma das mais importantes condecorações atribuídas nesta área. Nas ordens honoríficas portuguesas, esta é uma ordem de mérito civil que tem como intuito galardoar altos serviços prestados à causa da educação e do ensino.

Refira-se que a 20 de Outubro de 1998, durante as Comemorações do 128º Aniversário da Cidade, a Câmara Municipal atribuiu a esta personalidade a Medalha de Ouro da Covilhã como reconhecimento do mérito e trabalho desenvolvido em prol do Concelho.

Cândido Passos Morgado teve um papel fundamental na instalação da UBI.

Brigadeiro da Força Aérea Portuguesa, licenciado em Ciências Matemáticas e doutorado em Física, Passos Morgado está ligado ao Ensino Superior na região desde há várias décadas.

O seu nome fica associado à história da UBI por ter sido o primeiro reitor da instituição. Tomou posse a 21 de Agosto de 1980 como reitor do então Instituto Universitário da Beira Interior e acabaria por assumir o cargo, com a transição para universidade (em 1986) até 19 de Janeiro de 1996.

Em declarações à comunicação social, Passos Morgado mostrou-se sensibilizado com esta “generosa distinção”. Lembrou a UBI e todo o seu projecto inicial “que veio a ganhar mais força do que se podia imaginar”. O primeiro reitor da instituição covilhanense sublinhou também “que o ensino superior continua a manter-se como um dos pilares fundamentais do País”.

Centro Hospitalar da Cova da Beira recebe exposição de trabalhos com fósforos

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O Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) volta a receber nas suas instalações uma exposição de artesanato da autoria de Carlos Cunha e António Reis, que estará patente até dia 17 de Fevereiro, no átrio principal do Hospital Pêro da Covilhã.

Embora ambos residam no Tortosendo, foi através do Grupo de Voluntariado da Unidade de Tratamento e Alcoologia do CHCB, que Carlos Cunha e António Reis se conheceram, travaram amizade e descobriram interesses partilhados. Segundo os próprios foi inclusive o apoio encontrado neste grupo, que aliado ao gosto pelo artesanato os ajudou a vencer o problema do álcool.

Ao reconhecer esta aptidão para a arte, Carlos Cunha montou a sua própria oficina junto à casa onde habita e onde juntamente com o amigo António Reis, se dedica à produção de réplicas de moradias, caravelas, fontes, parques e outros projectos elaborados a partir de fósforos queimados, pedaços de madeiras, areias e xisto.

A exposição apresenta mais de 20 peças originais, resultantes de um trabalho de minúcia e muita dedicação, que simbolizam para estes artesãos a conquista de uma nova etapa nas suas vidas, pois como afirma Carlos Cunha, “não temos receio de dar a cara e contar a nossa história, porque queremos demonstrar que é possível e viável deixar o álcool e ser-se feliz”.

Mais que comercializar as obras, o propósito destes dois autodidactas é ver o seu trabalho reconhecido pelas pessoas.

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