Alzira Serrasqueiro preocupada com os números do desemprego no distrito de Castelo Branco

Alzira Serrasqueiro já comunicou ao Governo a sua preocupação face ao desemprego em castelo Branco (Foto Arquivo)

Alzira Serrasqueiro já comunicou ao Governo a sua preocupação face ao desemprego em Castelo Branco (Foto Arquivo)

A Governadora Civil de Castelo Branco está preocupada com os números do desemprego registados no distrito albicastrense.

Em declarações proferidas à Rádio Cova da Beira (RCB), hoje, 12 de Janeiro,  Alzira Serrasqueiro que esteve reunida com a União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB), disse esperar que o Governo discrimine de forma positiva a região e sublinha que já fez, inclusivamente, chegar ao Governo as inquietações que lhe foram comunicadas pela USCB.

“Tomei boa nota das preocupações que eles têm (USCB) que também são as minhas. Já as fiz naturalmente chegar ao membros do Governo”, afirmou à RCB a Governadora Civil de Castelo Branco, acrescentando ainda que “as nossas populações têm muito pouco a que recorrer. O emprego é de facto algo que nós precisamos muito porque os nossos recursos são muito curtos e as pessoas têm que sobreviver de alguma maneira e precisamos de um tecido empresarial e económico forte. É isso que neste momento mais me preocupa”, conclui Alzira Serrasqueiro.

Castelo Branco perde 800 trabalhadores nos sectores do têxtil e do vestuário

Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa

Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa

Os sectores têxtil e do vestuário, no distrito de Castelo Branco, perderam 800 trabalhadores desde Outubro de 2008, engrossando o número de desempregados que ultrapassa já os 10 mil no distrito albicastrense.

De acordo com a notícia avançada pelo “Jornal de Notícias”, “entre 56 a 60 por cento do total do distrito não recebem subsídio de desemprego”, salientou Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) em conferência de imprensa.

Como solução, o sindicalista defendeu “intervenções do Governo em empresas capazes”, em vez de “dar mais apoios sociais”. Um tema que o STBB pretende discutir com o ministro da Economia, ao qual já solicitou uma audiência.

“A resposta aos problemas que colocamos não é exclusivamente de carácter social. Até serve de “populismo bacoco”: perante as dificuldades tomam-se medidas sociais. É certo que servem para acudir a situações de emergência, mas não resolvem problemas de fundo, que são as medidas de política económica”, sublinhou.

Segundo Luís Garra, as confecções Carveste, Vesticon, Mateus & Mendes, Proudmoments e Avri, são algumas das que atravessam situações difíceis mas que têm condições e mão-de-obra qualificada para um futuro seguro.

O sindicalista defende que o Governo deve orientar uma rede de contactos para que as empresas tenham boas carteiras de encomendas e intervir caso a caso, “como já aconteceu no tempo do engenheiro Guterres” - nuns casos “com apoio financeiro, noutros reorientação da gestão, ou noutros ainda com consolidação de dívidas”.

“O importante é que associada às intervenções haja a nomeação pelo Estado de gestores que controlem a aplicação dessas ajudas”, sublinhou. Luís Garra tem esperança que o novo ciclo governativo abra portas a soluções. “É um governo de maioria relativa e o Ministério da Economia tem poderes mais amplos”, conclui Luís Garra.

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