Empresas e instituições acolhem estagiários de Animação Cultural da ESECB

Escola Superior de Educação de Castelo Branco

Escola Superior de Educação de Castelo Branco

Dezasseis instituições e empresas do distrito de Castelo Branco, uma de Lisboa e outra de Salamanca (Espanha), têm a trabalhar nas suas estruturas, desde o início de Março, 26 estagiários do Curso de Animação Cultural da Escola Superior de Educação de Castelo Branco (ESECB).

Museu do Canteiro, Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Biblioteca Municipal de Castelo Branco, Apsara, Associação Raia Aventura, Câmara Municipal da Sertã, Centro Artístico Albicastrense, APPACDM de Castelo Branco, Associação Futuro Autónomo, (Lisboa) Atelier Túlia Vitorino (Sertã), Lar de S. Tomás, Agrupamento de Escolas da Serra da Gardunha, Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, Biblioteca de Idanha-a-Nova, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, IPCB/SC, Lar de Jovens do Cansado e Red Iberoamericana de Animación Sociocultural, de Salamanca, são as entidades que já integraram os finalistas da ESECB.

Para o coordenador do curso de Animação Cultural, o professor  Paulo Afonso, “o estágio pretende assumir-se como um tempo privilegiado para a construção de uma intervenção profissionalmente estruturada e consistente nesta área do saber e visa desenvolver atitudes de reflexão/interrogação sobre o sentido das práticas, promovendo competências profissionais em diferentes contextos e problemáticas na área da Animação Cultural, com vista à construção de um perfil profissional adequado aos diferentes contextos de trabalho”.

Nesse sentido, os estagiários de Animação Cultural deverão envolver-se nas empresas e instituições “em iniciativas individuais ou colectivas de interesse cívico ou social mobilizando estratégias diversificadas assentes na iniciativa e na criatividade”.

São, também, objectivos desta experiência profissional que os estagiários ” identifiquem as características de diferentes culturas e espaços sociais; perspectivar os recursos da comunidade como meios privilegiados de actuação e detectar diferentes públicos-alvo no que diz respeito ao perfil de procura de produtos culturais”.

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“Trabalhos de Casa, Para Quê?”, em debate no Agrupamento Cidade de Castelo Branco

Paulo Afonso, docente da ESECB

Paulo Afonso, docente da ESECB

A “conversa com pais”, orientada por Paulo Afonso, docente da Escola Superior de Educação de Castelo Branco (ESECB), juntou na Escola Cidade de Castelo Branco encarregados de educação e professores, num debate que teve como mote a questão “Trabalhos de Casa, Para Quê?”.

Após a  prelecção do docente da ESECB que introduziu o encontro, foram debatidas as vantagens e desvantagens dos trabalhos de casa, numa sessão em que muitos pais quiseram marcar presença, participando activamente com ideias, com a divulgação de experiências vividas com os seus educandos e contributos de vária ordem, que enriqueceram a “conversa”.

Professores e encarregados de educação deixaram bem claro que se demarcam de uma corrente que tem sido ventilada nos últimos anos e que condena veementemente os trabalhos de casa. Todos reconheceram as vantagens dessas tarefas, embora admitam que é necessário haver um equilíbrio para que os alunos possam ter tempo para a vida familiar e para outras actividades que, igualmente, contribuem para o seu crescimento harmonioso.

Na perspectiva dos presentes, os TPC’s, como a gíria estudantil designa os trabalhos de casa, são uma oportunidade de que dispõe a escola e a família para auxiliar o aluno a consolidar e aprofundar conhecimentos, embora partilhem a ideia de que não devem ser “mais do mesmo”, isto é, não se devem limitar à simples repetição daquilo que é feito na sala de aula, o que ao ocorrer, além de não trazer nada de novo ao aluno, pode ser um factor de desmotivação.

Outra das conclusões que saiu deste encontro passa por ver nessas tarefas um momento único para individualizar o ensino, propondo actividades diferenciadas de acordo com as dificuldades e os progressos de cada aluno, estratégia que ajuda a esbater os obstáculos que podem surgir da heterogeneidade de ritmos de aprendizagem dentro da mesma turma.

Estes encontros entre os encarregados de educação, professores e especialistas em diversas áreas, que ocorrem desde Outubro, inserem-se no Projecto +, implementado no Agrupamento desde o ano lectivo de 2008/2009 e ,de acordo com a direcção do agrupamento, surgem da necessidade em «envolver cada vez mais os pais na vida da escola, promovendo momentos de reflexão sobre temáticas que os preocupam, momentos onde possam partilhar experiências e encontrar caminhos que conduzem à construção de um ensino de qualidade».

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