“Trabalhos de Casa, Para Quê?”, em debate no Agrupamento Cidade de Castelo Branco

Paulo Afonso, docente da ESECB

Paulo Afonso, docente da ESECB

A “conversa com pais”, orientada por Paulo Afonso, docente da Escola Superior de Educação de Castelo Branco (ESECB), juntou na Escola Cidade de Castelo Branco encarregados de educação e professores, num debate que teve como mote a questão “Trabalhos de Casa, Para Quê?”.

Após a  prelecção do docente da ESECB que introduziu o encontro, foram debatidas as vantagens e desvantagens dos trabalhos de casa, numa sessão em que muitos pais quiseram marcar presença, participando activamente com ideias, com a divulgação de experiências vividas com os seus educandos e contributos de vária ordem, que enriqueceram a “conversa”.

Professores e encarregados de educação deixaram bem claro que se demarcam de uma corrente que tem sido ventilada nos últimos anos e que condena veementemente os trabalhos de casa. Todos reconheceram as vantagens dessas tarefas, embora admitam que é necessário haver um equilíbrio para que os alunos possam ter tempo para a vida familiar e para outras actividades que, igualmente, contribuem para o seu crescimento harmonioso.

Na perspectiva dos presentes, os TPC’s, como a gíria estudantil designa os trabalhos de casa, são uma oportunidade de que dispõe a escola e a família para auxiliar o aluno a consolidar e aprofundar conhecimentos, embora partilhem a ideia de que não devem ser “mais do mesmo”, isto é, não se devem limitar à simples repetição daquilo que é feito na sala de aula, o que ao ocorrer, além de não trazer nada de novo ao aluno, pode ser um factor de desmotivação.

Outra das conclusões que saiu deste encontro passa por ver nessas tarefas um momento único para individualizar o ensino, propondo actividades diferenciadas de acordo com as dificuldades e os progressos de cada aluno, estratégia que ajuda a esbater os obstáculos que podem surgir da heterogeneidade de ritmos de aprendizagem dentro da mesma turma.

Estes encontros entre os encarregados de educação, professores e especialistas em diversas áreas, que ocorrem desde Outubro, inserem-se no Projecto +, implementado no Agrupamento desde o ano lectivo de 2008/2009 e ,de acordo com a direcção do agrupamento, surgem da necessidade em «envolver cada vez mais os pais na vida da escola, promovendo momentos de reflexão sobre temáticas que os preocupam, momentos onde possam partilhar experiências e encontrar caminhos que conduzem à construção de um ensino de qualidade».

Docente da Escola Superior de Educação de Castelo Branco coordena Estudo Nacional

Maria João Guardado Moreira, docente da ESECB

Maria João Guardado Moreira, docente da ESECB

“Regionalidade Demográfica e Diversidade Social em Portugal” é o título do livro coordenado por Maria João Guardado Moreira, docente da Escola Superior de Educação de Castelo Branco (ESECB), Teresa Ferreira Rodrigues, João Teixeira Lopes e Luís Baptista, que quarta-feira, dia 10 de Fevereiro, é apresentado em Lisboa.

A obra será apresentada pelo Professor Doutor João Ferrão e decorre de um projecto financiado pela FCT- Fundação para a Ciência e Tecnologia de que o IPCB é instituição participante.

A sessão de apresentação do livro “Regionalidade Demográfica e Diversidade Social em Portugal”, decorre pelas 18 horas, no Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), Picoas Plaza, Rua do Viriato, nº 13.

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