PCP reitera o seu total repúdio pelo portajamento das SCUT do Interior

Os pórtigos já estão a postos na A23

Os pórtigos já estão a postos na A23

A direcção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP (DORCB) vem mais uma vez reiterar o seu “total repúdio” pelo portajamento das SCUT do Interior, nomeadamente, a A23.

Os comunistas recordam que as SCUT do Interior foram construídas e pagas com fundos europeus e acrescentam que essa construção foi feita como medida de discriminação positiva para as populações do Interior do País, “medida essa assente no facto destas populações disporem apenas de cerca de 60 por cento do poder de compra da média nacional”.

Por outro lado, referem também que a construção das SCUT foi feita sobrepondo-se frequentemente a itinerários principais (IP), “anulando essas vias” e sublinham ainda que a sua construção teve também como objectivo “o combate à sinistralidade rodoviária e permitir o acesso rápido a regiões tradicionalmente isoladas, com segurança e para que se começasse a vencer o abandono que nos depaupera desde os anos 60″.

“Neste momento, após o franco abandono da agricultura e o declínio do tecido industrial, estas vias contribuem para a economia local e regional, ao permitirem a circulação dos prestadores de serviços que são obrigados a percorrer maiores distâncias que nos grandes centros ou no litoral para manterem sustentável a sua actividade”, recordam os comunistas, acrescentando que as SCUT contribuem também para o desenvolvimento do turismo na região.

“Estas vias são ainda as principais portas de entrada em Portugal, por onde uma boa parte dos bens de consumo passam para chegarem aos grandes centros”, recorda o PCP.

Que aumento de preço final poderá o consumidor esperar se os transportadores, eles próprios forem forçados a subir as tarifas? questionam os comunistas.

Neste âmbito, o PCP reafirma em coerência que há espaço para discutir e repensar estas medida e acrescenta que “uma só voz de união entre trabalhadores, empresários e autarcas, comissões de utentes e demais movimentos exige o bom senso a quem governa”.

Para os comunistas, a colocação de portagens nas SCUT não é uma medida inevitável e recordam que “não há economia que funcione em retalhos”.

“A melhoria das acessibilidades deve ser um factor de desenvolvimento e não instrumento de negócio, até porque sabemos que só aumentam a factura do Estado para com as concessionárias, que mantém a sua parceria dourada independentemente do fluxo de tráfego” que segundo os comunistas “reduzirá sem dúvida com o portajamento”.

Por último, o PCP refere que a colocação de portagens nas SCUT e nomeadamente na A23, “directa ou indirectamente, fragilizarão ainda mais uma economia que fruto dos ataques dos Governos PS, PSD e CDS luta em desespero para se manter” e questionam se “serão as falências de dezenas de empresas e o desemprego de milhares de pessoas uma contrapartida aceitável para o dinheiro fácil dos pórticos?”.

Os comunistas não têm quaisquer dúvidas em referir que as portagens “serão um rude golpe” e deixam a promessa de retomar a intervenção legislativa na Assembleia da República, assim como prometem continuar no combate político ao lado das populações “nesta luta para impedir mais um crime sobre o Interior”.

Deputada comunista visita o distrito de Castelo Branco

Deputada do PCP, Paula Santos

Deputada do PCP, Paula Santos

Paula Santos, deputada do PCP na Assembleia da República, esteve novamente no distrito de Castelo Branco no passado  dia 1 de Fevereiro.

A visita consistiu no contacto com trabalhadores numa distribuição inserida na campanha do PCP “Contra as Injustiças, exigir uma vida melhor”.

Foi ainda realizada uma reunião com a Associação dos Beneficiários do Regadio da Cova da Beira, com vista a aprofundar o conhecimento sobre este processo.

O PCP mantém a sua preocupação com os injustificados atrasos nesta importante obra para a região e para os agricultores, alertando mais uma vez para a diferença entre a propaganda do Governo e a realidade verificada e exigem a concretização integral deste projecto pelo que irão continuar a realizar iniciativas políticas e institucionais junto do Governo.

Os comunistas persistem na necessidade de uma verdadeira aposta no desenvolvimento agrícola, apoiando os agricultores, reduzindo os custos dos factores de produção e apostando na produção nacional.

No mesmo dia, o PCP na Assembleia da República questionou o Governo sobre a electricidade verde e os atrasos que continuam a verificar-se no pagamento atempado das ajudas aos agricultores.

Paula Santos em conferência de imprensa, referiu ainda o entendimento geral do PCP sobre o Orçamento do Estado (OE), que continua a afirmar a intenção de desinvestimento, com elevadas preocupações no que toca ao distrito albicastrense, já que o que está contemplado para PIDDAC 2010 é 0,47 por cento do OE e em que quatro dos 11 concelhos não têm qualquer verba inscrita.

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