Feira do Pão Caseiro e do Bolo Finto decorreu em Proença-a-Nova

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Decorreu entre 6 e 8 de Novembro, em Proença-a-Nova, mais uma edição da Feira do Pão Caseiro e do Bolo Finto.

Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Proença que contou com a participação de 11 associações do Concelho.

À semelhança de anos anteriores, esta feira, que decorreu no Parque Urbano Comendador João Martins, atraiu centenas de pessoas e o balanço final não podia ser mais positivo, já que para além da venda dos seus produtos as associações sublinham o convívio e o ambiente de festa que estas e outras iniciativas semelhantes proporcionam.

Para além do pão caseiro e do bolo finto, que dão o nome a esta feira, as associações mostram também o que cada uma tem de melhor. Entre deliciosos licores, queijos, broa, café, jeropiga ou vinho as ofertas foram diversificadas.

Participaram nesta iniciativa as  associações Rancho Folclórico Os Resineiros de Corgas; Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Maljoga; Associação Recreativa e Cultural do Cunqueiros; Associação Penha do Falcão; Associação Desportiva, Cultural e Recreativa de Moitas; Associação Os Galisteus; Jovens para a Unidade; Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Atalaias; Centro Social Cultural Desportivo e Recreativo do Malhadal; Centro Social e Associação Cultural e Recreativa de Vergão; Grupo de Danças e Cantares do C.S.C.R. de Freguesia de Montes da Senhora.

Colóquio “Gostem de Mim” junta duas centenas de pais, professores e profissionais de saúde em Proença-a-Nova

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Decorreu no passado dia 7 de Novembro, no Auditório Municipal de Proença-a-Nova, uma palestra organizada pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Concelho de Proença-a-Nova, Vila de Rei, Oleiros e Sertã que contou com a participação de  José Peixoto, do Hospital Pediátrico de Coimbra e  Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça.

Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova mostrou a sua satisfação em ver uma sala repleta de pessoas para ouvir e falar de uma temática tão importante como a que estava em discussão.

“Esta é a prova de que vale a pena organizar este tipo de iniciativa. É também uma honra receber tão ilustres convidados e é hoje o dia e o local certo para reconhecer publicamente o excelente trabalho que o CPCJ de Proença-a-Nova tem desenvolvido. É um orgulho muito grande e a todos os que pertencem a esta Comissão só posso dizer que tem sido um privilégio trabalhar convosco”, referiu João Paulo Catarino.

Ana Bela Lopes, Presidente do CPCJ de Proença-a-Nova, deu a conhecer um pouco do trabalho desenvolvido por esta Comissão, que, segundo a lei, são instituições oficiais não judiciárias, com autonomia funcional, que visam promover os direitos das crianças e jovens e prevenir ou pôr termo a situações que possam afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.

“Estas Comissões vão mais além que esta definição e são compostas por pessoas, com os seus defeitos e virtudes, que no terreno abordam, interagem com dificuldades e com os sentimentos das crianças e dos jovens” referiu.

Laura Santos, membro da equipa técnica da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, mostrou a sua disponibilidade em colaborar com as Comissões desta região, garantido todo o apoio.

José Carlos Peixoto, especialista em Pediatria Médica pela Ordem do Médicos e pelo Hospital Pediátrico de Coimbra baseou a sua intervenção na temática “Como se podem prevenir os grandes problemas da adolescência?”

Para aquele responsável, “as mensagens chaves, na idade certa, podem influenciar o futuro da sociedade e podem prevenir as crianças, pelas quais nós todos estamos aqui, as crianças que de uma forma ou de outra são problemáticas”, afirmou.

Por outro lado, acrescentou ainda que “estas crianças são, muitas vezes, resultado de famílias com problemas estruturais, quer sociais, quer económicos, mas muitas delas também, são o resultado da não aplicação das mensagens chave na idade certa”.

Laborinho Lúcio explanou, de uma maneira singular, alguns dos direitos fundamentais da criança fazendo uma clara distinção entre os direitos de “Ser” criança e os direitos relacionados com o desenvolvimento da criança, “a criança é muito mais do que o adulto de amanhã, a criança, é, pelo simples facto de ter nascido, um ser autónomo e completo. Quando dizemos que o melhor do mundo são as crianças temos de aceitar um desafio. Por elas serem realmente o melhor do mundo, temos de pôr na boca das crianças que o melhor do mundo são os adultos e depois, nós adultos, todos os dias, demonstrar-mos que elas quando dizem isso, têm razão”, afirmou.

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