Ago 1, 2011 0
Luís Garra coloca hipótese de recorrer à desobediência civil contra as portagens na A23

Luís Garra, coordenador da USCB
O coordenador da União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) colocou a hipótese de recorrer a uma “acção de desobediência civil e passar nas portagens sem pagar”, caso avancem as portagens na A23, A24 e A25.
Luís Garra disse mesmo que irão combater por todos os meios a cobrança de portagens nestas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) e “no limite” disse mesmo que “até podemos passar por uma acção de desobediência civil e passar as portagens sem pagar”.
Estas declarações foram proferidas em Castelo Branco, durante a marcha de acção “Protesto e Proposta” que culminou com uma concentração em frente ao edifício do Governo Civil de Castelo Branco.
O sindicalista referiu ainda que o actual Governo liderado por Passos Coelho “não tem o benefício da dúvida nem estado de graça. Vai ter desde já o nosso combate muito firme a partir dos locais de trabalho” e sublinhou que o caminho que está a ser seguido “levará a mais desertificação do distrito de Castelo Branco e a mais injustiças”.
Luís Garra disse mesmo que “não podemos baixar os braços” pelo que apresentou publicamente um Plano de Desenvolvimento e Progresso para o distrito de Castelo Branco que tem como objectivo dizer que os sindicatos são também organizações que apresentam propostas sérias e fundamentadas.
E reportando-se aos Censos de 2011, recentemente publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o sindicalista disse que estes “vieram confirmar as perspectivas mais negativas e colocam com dramática evidência aquilo que já se sabia, mas que muitos procuram negar. O distrito de Castelo Branco encontra-se num processo quase irreversível de envelhecimento, desertificação e definhamento económico e social”.
Para além de declarar “a abertura oficial da caça ao Coelho”, numa clara alusão ao início do combate às medidas de austeridade impostas pelo actual Governo, Luís Garra não poupou também as declarações proferidas pelo Presidente da República no 10 de Junho considerando que a intervenção de Cavaco Silva em Castelo Branco “só pode ser interpretada como um processo de autocrítica à sua governação de 10 anos e a cinco de presidência da República”.
O coordenador da USCB referia-se ao destaque dado pelo Presidente da República da necessidade de um novo olhar para a interioridade e da adopção de medidas para desenvolver o Interior do País e, em particular, o mundo rural.
“Como sempre, os responsáveis de ontem procuram passar por cima das suas responsabilidades neste processo regressivo e continuado e, muitas vezes, fazendo o diagnóstico certo, persistem e aprofundam as políticas económicas e sociais que levaram à situação em que nos encontramos. Não nos esqueçamos dos sucessivos chumbos das propostas de Plano de Emergência para o distrito de Castelo Branco, através do voto dos deputados do PS, do PSD e do CDS/PP nas anteriores legislaturas”, recordou.



